Aeroporto de Congonhas completou 80 anos - Veja as melhores fotos
- Herbert Monfre
- 18 de abr. de 2016
- 3 min de leitura
Aeroporto de Congonhas em 1968 - Fotos © Vanderely Duck
Inaugurado em 12 de Abril de 1936 em área descampada, o aeroporto logo foi envolvido pela cidade e se tornou um aeroporto central, atualmente atendendo a grande São Paulo com voos domésticos nacionais e regionais para 26 destinos concentrados na região centro-sul do Brasil. Segundo a ANAC, Congonhas atende 5 das 20 rotas mais movimentadas do Brasil, incluído a ponte aérea Rio-São Paulo, a mais movimentada do país.
Desde 1920, o aeroporto que atendia a cidade de São Paulo era o Campo de Marte, localizado às margens do Rio Tiete, onde as chuvas frequentemente causavam alagamentos. Com isso, em 1935 foram feitos estudos pelo governo do estado com a intenção de prover a São Paulo um aeroporto que não estivesse sujeito às enchentes. A região de Congonhas então foi escolhida por suas condições naturais de visibilidade e de drenagem, longe das áreas de áreas alagadiças. Na época, quando a cidade de São Paulo tinha 1 milhão de habitantes, a escolha do local foi criticada pelo fato de ser uma região descampada e distante. O nome Congonhas é uma homenagem ao Visconde de Congonhas do Campo, Lucas Antônio Monteiro de Barros (1823-1851), primeiro governante da Província de São Paulo após a Independência do Brasil (1822). Congonhas também é o nome de um tipo de erva-mate muito comum em Minas Gerais, na região onde se situa Congonhas do Campo, cidade natal de Monteiro de Barros.
Em 1995, aeroporto de Congonhas bateu seu recorde de pousos e decolagens (154.697) e superou Guarulhos no tráfego aéreo, sendo o aeroporto mais rentável para a Infraero.
Em 2002 A Infraero anunciou a uma série de obras em Congonhas para adequar o aeroporto ao tráfego de 12 milhões de passageiros por ano. As Obras tiveram início em maio de 2003 e foram divididas em duas fases.
Primeira fase (Obras iniciadas em Maio de 2003)
Torre de controle modernizada do Aeroporto de Congonhas.
Antenas de Localizador de ILS do Aeroporto de Congonhas.
Reformulação da área de embarque e desembarque, com a construção de um conector com 8 pontes de embarque. Essa estrutura ficou pronta em 15 de agosto de 2004.
Construção do edifício garagem com o total de 3400 vagas. Obra foi concluída em dezembro de 2005 e o estacionamento inaugurado em janeiro de 2006. (Esta obra foi feita em parceria com a prefeitura de São Paulo).
Segunda Fase (Obras iniciadas em Outubro de 2004)
Ampliação do conector com o acréscimo de mais 4 pontes de embarque, totalizando as 12 pontes atuais;
Reforma do terminal de passageiros - TPS;
Readequação do sistema viário de embarque e desembarque de passageiros;
Readequação dos pátios de estacionamento de aeronaves;
Recapeamento da pista de pouso auxiliar.
Congonhas já foi o aeroporto mais movimentado do país entre os anos de 1990 até 2006, quando o acidente com o Voo TAM 3054, em julho de 2007, fez com que muitos voos fossem transferidos para outros aeroportos. Atualmente é o terceiro aeroporto mais movimentado em número de passageiros e em número de aeronaves do Brasil e o primeiro da rede Infraero, após a privatização do Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos e do Aeroporto Internacional de Brasília. Ainda hoje o aeroporto opera no limite da capacidade de suas pistas com 536 voos comerciais diariamente, o que equivale a um pouso ou uma decolagem a cada 2 minutos durante o horário de funcionamento do aeroporto - das 06hrs às 23hrs.
Panorâmica noturna do Aeroporto de Congonhas - Foto © Herbert Monfre
Em 2014, voltou a ultrapassar a marca de 18 milhões de passageiros (marca alcançada em 2006, e reduzida após o acidente da TAM em 2007), porém com um número menor de pousos e decolagens.
A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) em 2015 derrubou em dezembro uma restrição — em vigor desde 2007— que limitava a uma distância de 1.500 km em linha reta os voos a partir do aeroporto, o terceiro maior do país em número de passageiros. Segundo a Anac, não havia razão técnica ou econômica que justificasse manter a restrição. A intenção foi permitir ampliar a oferta. A modificação era um pedido constante das empresas. A regra havia sido criada pela Anac após o acidente com o Airbus da TAM em 2007, para reduzir o uso do aeroporto. Na ocasião, 199 pessoas morreram. Outras duas medidas foram adotadas, ambas em vigor: uma delas reduziu os pousos e decolagens — Congonhas chegou a ter 50 movimentos/hora; hoje são 34. A outra foi não usar a pista auxiliar para voos comerciais.